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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Nascimento e Amadurecimento: Três décadas de Rock (1950 -1979)



A história do Rock brasileiro começa nos anos 50 com gravações de trilhas sonoras para a versão brasileira de filmes. Em 1957, foi gravado o primeiro rock original em português, "Rock and Roll em Copacabana”, escrito por Miguel Gustavo (futuro autor de "Para frente Brasil") e gravada por Cauby Peixoto. Entre 1957 e 1958, diversos artistas gravaram versões de músicas americanas, mas embora em 1957 o grupo Betinho & Seu Conjunto, de "Enrolando o Rock" tenha alcançado grande destaque, os primeiros ídolos do rock nacional foram os irmãos Tony e Celly Campelo que venderam 38 mil cópias. Tony gravaria mais dois singles até seu álbum em 1959, e Celly estourou em 1959 com "Estúpido Cupido" (120 mil cópias vendidas). 

Nos anos 60 surge a jovem guarda revelando grandes nomes da música brasileira como Roberto e Erasmo Carlos, Wanderléia, Renato e seus Blue Caps, Golden Boys, Jerry Adriani, Eduardo Araújo e Ronnie Von, que tinham seu som inspirado nos Beatles (o gênero apelidado "iê-iê-iê") e no rock primitivo. Esse ritmo difundiu-se e tornou-se nacionalmente popular através de versões para o português de sucessos estrangeiros muito apreciados pelos jovens da época. 

Então, surgiria a Tropicália. Em 1966, Os Mutantes: Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, com seu deboche e som inovador. Em 1967, a dupla Caetano Veloso e Gilberto Gil. O rock torna-se um poderoso elemento na cultura de massa sacudindo comportamentos sociais que fazia uma antropofagia cultural, absorvendo elementos externos e combinando com a nossa cultura, universalizando assim o conceito de arte. Foi um expoente de resistência à forte repressão dos direitos civis da época, abalados pela Ditadura Militar, sobrevivendo sufocado por uma ira contida. 

Na década de 70 muitos artistas foram exilados do país. E foi com a liberdade de expressão sufocada que surge o ícone: Raul Seixas, que vendera 600.000 compactos de "Ouro de Tolo" em poucos dias e se tornaria "bardo dos hippies" com músicas debochadas como "Mosca na Sopa" e “Maluco Beleza", esotéricas como "Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás" e "Gita", e as motivacionais “Metamorfose Ambulante" (que compunha aos 14 anos) e "Tente Outra Vez". Raulzito, como é chamado pelos fãs ainda hoje é uma lenda do rock nacional, cultuado por diversas gerações. 

Movimentos surgiram em outros locais do Brasil: em Minas Gerais, o "Beatlesco" Clube da Esquina, liderado por Milton Nascimento e Lô Borges; e no Nordeste, a "nova onda" dos Novos Baianos, além da chamada "Invasão Nordestina": artistas que misturaram o sertanejo ao rock, como Fagner, Zé Ramalho e Belchior.

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